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Prótese de silicone tem prazo de validade.
20/6/2010 - Folha On-Line - Equilíbrio e Saúde

Nenhuma prótese de mama dura para sempre. Embora os especialistas não estipulem um prazo determinado para a troca, toda mulher que colocou silicone nos seios --a cirurgia plástica mais realizada no Brasil-- inevitavelmente vai ter que voltar para a mesa de cirurgia algum dia.

A questão é fazer a troca enquanto é tempo e o prazo de validade da antiga ainda não venceu. Mas não é o que costuma acontecer. Muitas mulheres só procuram o médico quando surge algum problema.

"É um fato constatado na prática clínica e na minha experiência em consultório. Muitas pacientes só procuram o médico quando apresentam algum sintoma, como endurecimento do seio, dor ou assimetria das mamas", observa o cirurgião plástico Alexandre Mendonça Munhoz, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

"Isso acontece por vários motivos, como falta de informação ou mesmo negligência."

Nesses casos, na maioria das vezes, as próteses já estão rompidas. Além de trazer danos à saúde, isso torna a cirurgia de reparação mais difícil e os resultados mais limitados.

"Quando a troca é feita no momento certo, a cirurgia é até mais simples do que a primeira colocação, com menos inchaço e dor", diz o cirurgião plástico André Colaneri, de São Paulo.

Foi o que aconteceu com a dona de casa Sandra Regina Ferlin, 54, que colocou o implante em 2003, após a descoberta de um câncer de mama.

Apenas seis anos depois, Sandra começou a sentir as mamas mais duras e rígidas. No consultório, descobriu que teve a chamada contratura da cápsula que envolve a prótese. Há três meses, fez a cirurgia de troca.

Estima-se que as próteses mais antigas, implantadas nos anos 80 ou 90, durem cerca de dez anos. Um estudo americano, feito na Universidade de Birmingham, com pacientes que tinham feito a cirurgia naquela época, constatou que mais da metade das próteses com 10,8 anos, em média, estavam rotas.

Para chegar ao resultado, os autores submeteram 344 mulheres sem nenhum sintoma ao exame de ressonância magnética. "Quanto maior o tempo de prótese, maior a probabilidade de ruptura", diz Munhoz.

As próteses mais antigas duravam menos porque eram mais lisas e o silicone, mais líquido. A cápsula que as envolvia também era mais fina.

"As próteses usadas atualmente têm uma textura na superfície, a camada que as envolve é mais grossa e o silicone é mais gelatinoso", explica José Tariki, presidente a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Por isso duram mais.

Os especialistas estimam que, atualmente, o desgaste da prótese deve acontecer entre entre 15 e 20 anos.

Com o passar do tempo pode haver microvazamentos. Isso pode levar a uma inflamação crônica nos tecidos vizinhos. "Essa infiltração pode até levar à perda de tecidos", alerta a cirurgiã plástica Luciana Pepino, de São Paulo.


 
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Dr. Luiz Antônio Spadão - Cirurgia Plástica // Todos os Direitos Reservados. créditos: Grande Idéia